terça-feira, 1 de junho de 2010

Esvaindo-se a Consciência



Esvaindo-se a Consciência

“Quando o homem escorrega entre as mãos”...

O homem escapa...

Escorrega a essência e fica a superficialidade.

Assim se movimenta grande parte da humanidade.

O homem-máquina, que já não quer, ou não pode, se interessar pelo valor maior, o sagrado da vida que é a verdade!

Os “encontros” se dão... Mas para muitos sem aquela força maior de “tocar” o coração do outro.

Tocar no coração do outro é sensibilizar o mesmo, é se comprometer é ter que afirmar ou negar sem medo.

Mas para muitos afirmar ou negar envolve riscos.

Como riscos?

Sim, se comprometer com a verdade, dizer o que sente, escutar-se, consultar a si mesmo é ser “apenas” verdadeiro...

E a verdade “escorrega”...

“Nós” temos que fazer o jogo da mentira.

“Nós” temos que ser “modernos”.

“Nós” temos que ficar do lado dos mais fortes...

E quem são os mais fortes?

Ora: Os mais ricos

Os mais cultos

Os que incluem títulos

Os que têm carros do ano

E principalmente o homem que aprende a ser ligeiro, interesseiro, parcial e calculista.

Assim caminha uma parte da humanidade, desrespeitosamente.

E o amor?

O que é isso mesmo?

É verdade que “isso” inclui tudo e o todo?

Que se não nos ensinam o amor, isto é, se nos sabotam da vivência deste Bem maior, mais completo e poderoso, os conteúdos, sejam quais forem, não ficam, não conseguem “aderir” a nossa alma, se esvaem e ficamos parecendo cascas, isto é, pessoas vazias, que se ancoram na mentira, na falsidade, na aparência.

Então, consciência que se esvai, acorda, desperta, seja apenas coerente, simples, verdadeiro, te une a ti mesmo e depois ao outro, forma a grande corrente da vida, visando a essência, o essencial.

Podendo até errar e acertar, pois neste trilhar da vida, assim se aprende, ficando na Consciência ou com a Consciência.

O errar ou acertar com coragem, comprometimento é possibilidade para evoluir e até mesmo transcender.

Ou nem mesmo este ensaio pode mais se fazer?

Temos que ser um vencedor?

Um vencedor sem frustrações, de preferência, custe o que custar.

E a humanidade repense urgentemente, pare em si, se acolha, lide consigo e com o outro, permita-se desafios, diga o que sente também e não só o que vai lhe trazer fama e reconhecimento, seja sincero e franco o mais possível em seus relacionamentos, pare de brincar de faz-de-conta e diga pra valer sobre si, sobre a vida...

E a consciência se resgata, assume a sua condição original, mais pura, humana, de consciência permanente, Superior, uma aliança profunda com o Divino.

Um aprendizado maior, o que realmente acrescente em todas as dimensões.

A consciência faz o caminho de volta, ela deixa de esvair-se e fica infinitamente conectada em todos os campos que o homem e o Universo incluem. Assumem um olhar com humildade, coragem e amor. Transformando-se em sustento e ancoragem ao movimento expandido do homem.

Obrigado à Consciência Maior pela coragem e amor que me impulsionam a fazer a entrega desses pensamentos, sentimentos e “posicionamentos”, que hoje se dão...


Carmen Delourdes Silva Fernandes

Psicóloga