sábado, 26 de junho de 2010

Percebendo seu filho crescer


PERCEBENDO SEU FILHO CRESCER



Mãe, pai! Pare! Olhe! Escute!

Seu filho está acontecendo, está sendo a cada momento... É preciso coragem, atrevimento para chegar mais perto dele, não é mesmo?

É preciso saber trabalhar com o silêncio de si mesmo, antes do barulho que ele proporciona. E por que não fazê-lo? Atreva-se, conecte-se mais consigo mesmo, e então se alie cada vez mais com ele, então vai entender e poder lidar também com o barulho...

Não perca esta sagrada oportunidade, não a deixe escapar, aproveite para vivenciar a relação pais e filhos, de maneira singular e maior que puder...

Aprenda a perceber a festa que é seu filho, ou que são seus filhos, não fique fixado só nas dificuldades, pois podem existir sim, mas não devem jamais ser suficientes para abafar a beleza, a suavidade, o brilho, a autenticidade, etc. que inclui este processo (ajudar seu filho a crescer).

Permita-se uma relação de amor e igualdade, claro que desta maneira não está excluída a relação de limites principalmente. Experimente uma relação realmente de humildade e de intensa proximidade com seu filho e, então, tudo acontece com mais facilidade. Tanto se pode dizer tanto se pode ouvir, e a satisfação de se viver junto vai crescendo cada vez mais... É o filho que vai desenvolvendo com ele mesmo de maneira mais franca e mais livre. São os pais, que na medida em que vão se atrevendo a se experimentarem com os filhos, através dos filhos, e para os filhos, não deixando escapar esta oportunidade vão entendendo também que franqueza e liberdade é algo que precisa ser resgatado, precisa ser "apalpado" e de uma maneira muito íntima, gradativa; e uma das maneiras é esta, permitindo-se viver muito perto do seu filho, isto enobrece.

Assim vai dando-se espaço para um sentimento de satisfação muito forte, isto é, a criança vai crescendo confiante, e sabendo mais sua verdade interna; os pais mais felizes porque sabem, através da proximidade e amizade que oportunizaram, o quanto foram fiéis nesta relação.

Também vai acontecendo espaço para se aceitar e conviver com mais tranqüilidade quanto as diferenças e limitações de cada um, que o filho no seu processo individual não precisa ser igual a ninguém, que pode ter também suas limitações, e se o filho vai entendendo a vida assim, é claro que de maneira mais fácil aprende que os pais também podem ter suas diferenças, suas limitações, que é humano e, conseqüentemente, podem falhar.

Quando não há muito o que esconder tudo pode tornar-se realmente bonito, mais produtivo e facilitador... Inclusive os pais neste clima de liberdade que ajudaram a criar, passam a trabalhar com a responsabilidade e o comprometimento que inclui esta relação de maneira mais intensa e menos tensa, isto é, vão se aprontando cada vez mais para perceberem suas inquietações, seus limites, seus anseios, como pai, como mãe, e desta maneira mais livre podendo haver a possibilidade de encontrar-se com tantas outras respostas.

Permitindo-se crescer de modo mais pleno, mais inteiro com seu filho, não boicotando, portanto a troca, a entrega, a originalidade, etc. A mãe, o pai e também o filho vão se tornando mais preparados e respaldados para outras etapas da vida e, provavelmente com uma paz interior maior, pois estão passando por mais uma fase aproveitando os momentos bons inteiramente e podendo tolerar, conviver e superar as dificuldades inerentes desta etapa.

Logo, o sentimento de consciência solidifica, fortalece, humaniza, cria e produz, encaminha à plenitude!

Carmen D. Silva Fernandes

Psicóloga