Fundindo-se
Quando chegaste diante de mim
Parecias outro
Eu, na condição de Terapeuta
Tu, na condição de Paciente.
Fomos caminhando, caminhando
E os “nós” se desamarrando.
Os mistérios se desvendando.
Eu, sentindo as tuas emoções
Entendendo e acolhendo as tuas mágoas
Entendendo o teu sorriso, a tua alegria
Respeitando o teu silêncio
Permitindo o extravasar de tua revolta e inquietação
Vibrando com as descobertas que fazias
Acompanhando-te em cada volta diferente que te atrevias a realizar dentro de ti.
Percebendo então que eu estava dentro de ti.
Que não éramos diferentes,
Apenas naquele momento estávamos em condições diferentes
Percebendo cada vez mais que eu estava em ti e tu em mim...
Que éramos um só.
Por isso, por vezes não existiam palavras para elucidar a satisfação do momento, e o quanto ali estavam se desvendando infinitos “nós”
(conflitivas)
Com a tua coragem de ir ao encontro a ti mesmo,
ensinaste-me a ser Psicóloga, pois, isto permitiu-me que eu também descobrisse um amor especial pelo “meu” paciente.
Um amor que inclui coragem, desafio, respeito, comprometimento, humildade, simplicidade, enfim, inclui entrega de ambas as partes.
Um amor que nos faz acreditar na possibilidade de curar, de evoluir, superar, transcender.
Portanto hoje, querido “paciente”, eu sinto gratidão pela oportunidade que me deste em poder evoluir contigo nesta sagrada trajetória da vida.
Hoje, no dia do Psicólogo eu te homenageio pela tua grandeza e a todos os Psicólogos que por uma orientação provavelmente superior, do divino, estão nesta mesma jornada.
Por fim, obrigada Deus por Ter a oportunidade de evoluir como Psicóloga.
Carmen Delourdes Silva Fernandes
Psicóloga
